quarta-feira, 22 de julho de 2015

Relato de Viagem: Visita a Penedo e Paraty

Por Naiara Abreu Tapuias


Rio de Janeiro, palco de inúmeros contrastes e interpretações, um estado que possui uma arquitetura fabulosa e é conhecido por seus cartões postais e problemas sociais. Uma cultura alicerçada sobre uma história enigmática e geologicamente perfeita.

Quando cheguei ao Rio pensei que curtiria o verão o ano todo, aqueles tão falados 40° graus que na verdade chegam a 48° com sensação de 50°graus, as praias são lindas com o sol escaldante e águas claras e geladas.

No inverno, o Rio transforma-se em um local frio, aconchegante onde as pessoas trocam o guarda roupa como se estivesse no sul do país. Dentre os belos locais que me encantaram merecem destaque a bela Penedo e a exótica Paraty.


Penedo, para quem prefere desfrutar de boa comida e um bom vinho, distrito e parque ecológico do município de Itatiaia localizado na região sul do Rio, para chegar lá gastamos  em torno de duas horas e meia de carro, partindo de Niterói.


Foto Penedo


É um belo local conhecido por lembrar a cultura da Finlândia, lá encontramos além do parque "Pequena Finlândia " , a casa do Papai Noel, lindas cachoeiras com acesso fácil  (cachoeira das três bacias, cachoeira de Deus. ...), fábrica de chocolate, casas de cervejas artesanais (casa dos irmãos Fritz), típica comida Suíça e alemã e o empolgante passeio à cavalo para desfrutar a beleza do local.

Naiara em Penedo (foto:NAT)

Já para quem gosta de curtir um sol, praia deserta, contemplar a natureza também tem uma linda e fantástica opção, seguindo o caminho sentindo para Paraty. Fizemos a opção de passar por Angra dos Reis, por conta da nova estrada Rio- Santos, foi cerca de 250 km partindo de Niterói, o que leva em volta de quatro horas.

A cidade tem um povo acolhedor, suas ruas são formadas de pedras antigas, a gastronomia de qualidade. Ela é bastante conhecida pela Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, que reúne todos os anos grandes escritores. 


Centro de Paraty (foto: NAT)


Em Paraty encontramos uma pequena praia chamada de Praia do São Gonçalinho, local perfeito com estrutura rústica onde a única barraca atende o público visitante.O acesso a esta praia é através de um pequeno rio e chegando lá você tem vista para uma outra praia que só conseguimos atravessar de barco, a Praia do Pelado, uma ilha  paradisíaca.

Neste local o acesso à Internet e uso de cartões de créditos e débitos não são dos melhores, mas a tela principal é a obra da natureza. As águas geladas não são barreiras para conter a vontade incontrolável de banhar-se  neste paraíso.



Naiara na Praia de São Gonçalinho (foto:NAT)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

UM BELO DIA DECIDI MUDAR...MINAS GERAIS

Gente o Inquietude Brasileira decidiu diversificar um pouco nossas entrevistas e desta vez fizemos de um jeito diferente, através de vídeo. 

Convidamos uma pessoa muito especial, a nossa amiga blogueira Brendha Batista, uma paraense que tem muita história para contar.

Alguém aí pensou imaginou que há praias no Pará ou já teve a visão de que o baiano pudesse ser desconfiado? 

Bom...melhor assistir....muito legal!!!!!





Inquietude Brasileira
Experimentos e Descobertas

quinta-feira, 2 de julho de 2015

UM BELO DIA DECIDI MUDAR...ALEMANHA


"Sou paciente e acredito no meu potencial. Gosto de arriscar e aceitar desafios, mesmo não tendo certeza se vou conseguir." Rosana Rodrigues Nusser


Rosana Rodrigues Nusser

O Inquietude Brasileira, sempre com novidades, desta vez foi para a Alemanha e conheceu Rosana, soteropolitana que mora por lá há doze anos e nem pensa em voltar para o Brasil. Para quem tem a visão do alemão preconceituoso, ela quebra esse paradigma quando diz ter sofrido preconceito maior em seu país. 

Determinada e com garra, ela se mostra certa da escolha que fez e não passa batida quando o assunto são seus direitos.

Bom...Vale a pena conferir essa entrevista e conhecer um pouco mais dessa brasileira que decidiu escolher para viver esse polêmico e curioso país que é a Alemanha.


domingo, 7 de junho de 2015

Voltando pra Casa quer ouvir você...


O Inquietude Brasileira querendo saber um pouco mais das sensações que se processam internamente quando da decisão de retornar ao local de origem, após uma temporada fora, convidou uma baiana muito especial, que transcende alegria e entusiasmo em tudo o que faz. Após uma temporada de cinco anos passando por alguns países e se reinventando, ela voltou as suas raízes e retomou a vida no Brasil.  Ela carinhosamente escreveu esse lindo texto para o nosso blog. 
Leia e delicie-se.

Os vários lugares visitados, as várias facetas, as várias experiências.


domingo, 17 de maio de 2015

Culinária Portuguesa, com certeza...

 Confeitaria Portuguesa
   De Além Mar

Mônica Andreia e Maria João 


O que de primeiro chama a atenção na confeitaria, localizada em Lauro de Freitas, é sua decoração com azulejos portugueses na cor azul e branco, fotos da terra lusitana e ao fundo o som marcante de Marisa, estrela do fado português. Esses detalhes, com certeza, são importantes pois deixam o ambiente agradável e acolhedor.
Os clientes não paravam de chegar e de fartarem-se com a sugestão do mês: Bacalhau com Natas. Sem falar dos licores e doces maravilhosos e apetitosos à mostra. Fui muito bem recebida pelas simpáticas empreendedoras. Seus nomes Maria João e Mônica Andréia, a primeira arquiteta e a segunda veterinária, que descobriram na gastronomia um ponto em comum.

Maria João e Mônica, de nacionalidade portuguesa, vieram ainda crianças para o Brasil com seus pais. No entanto, somente há cerca de dois anos, motivadas pela culinária típica portuguesa a qual estavam acostumadas em reuniões familiares, decidiram montar o negócio. “A vida da casa Portuguesa é a cozinha.” - disse Mônica.


E assim que começamos a entrevista, eu, entre uma dentada e outra no tão desejado, Pastel de Nata, encantava-me com a história do início e amadurecimento da Confeitaria que hoje está mais profissional, sem deixar de ser aconchegante. Aí vai um resumo do bate-papo bem legal com estas promissoras empreendedoras.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

UM BELO DIA DECIDI MUDAR...ESTADOS UNIDOS




"Com o passar do tempo fui percebendo que o ser humano é o mesmo em qualquer lugar, só muda de endereço." Nereida Tims


Nereida Tims em seu escritório em Atlanta(USA)




O Inquietude Brasileira continua entrevistando muito gente boa. Trouxemos pessoas que resolveram tentar uma nova experiência em outro país e hoje têm muita história para contar. Esse é o caso de Nereida Tims, uma soteropolitana que, visando expandir seus conhecimentos e horizontes, foi estudar nos "States",ou ainda, Estados Unidos, e teve grandes mudanças positivas em sua vida. 
As respostas de Nereida cabem uma boa reflexão, pois é a opinião de alguém que já mora há bastante tempo em outro país e que teve oportunidade de fazer uma análise mais profunda das nacionalidades envolvidas (brasileiro e americano). Ela termina por nos fazer pensar sobre o que é importante na vida, afinal, seja lá onde você for (outro país ou outro bairro) sempre vão existir pessoas lutando para uma vida melhor. 
Bom...em sendo inquietas, há grande possibilidade dessa busca ser muito mais colorida e interessante, não é? Vamos lá...divirtam-se. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A ressaca do retorno


Semana passada após uma rápida conversa com uma amiga que falava da dificuldade em se readaptar a sua velha, ou melhor, nova rotina, após um período fora do Brasil, surgiu a idéia de desenvolver o tema que denominei: A ressaca do retorno.

O conceito poderia ser explicitado como sendo o estado pelo qual a pessoa após uma temporada enriquecedora e cheia de descobertas internas e externas fora de seu estado ou país de origem, se vê tendo que retornar ao status quo que deixou quando da decisão de ir embora.

A chegada é muito feliz e animada, devido à saudade da família, amigo e da comidinha da mamãe. São feitos inúmeros encontros, festas, selfies ...tudo regado àquela cervejinha, sorrisos, abraços, e dependendo do lugar do Brasil, acarajé, pão de queijo ou outra comida típica local, afinal, foi muito tempo longe dessas maravilhas.

Com o passar do tempo às festinhas ficam mais escassas, tendo em vista que já foram mostradas fotos nos mais diversos pontos turísticos, já contou e recontou todas as estórias consideradas como engraçadas, mas que passam a ser entediantes para quem ouve. Essas estórias ou lembranças, no entanto, são seu único elo entre você e aquele lugar que você viveu por um tempo. Sim, claro, existem os amigos feitos lá. Não há como esquecer os amigos, mas eles passam a demorar em responder as suas mensagens, quando respondem por falta de tempo ou simplesmente terem esquecido. Afinal, cada um tem sua rotina. Todos tem uma rotina...

Apesar da imagem de pessoa descolada e viajada, a ressaca de alguma maneira vai bater pelo simples fato de que ter voltado sem um objetivo específico definido e que te faz relembrar o que te fez querer ir. A sensação pode ser comparada àquela pessoa que foi morar sozinha, e por qualquer motivo teve que retornar a casa dos pais. Existe amor, mas o legal é a independência. Ok, a comparação pode ter sido exagerada, mas no momento da ressaca é mais ou menos assim que funciona.

Se você deixou coisas pendentes, casos mal resolvidos ou simplesmente estava perdido, e retornou sem um plano definido, pode ser tomado pela ressaca do retorno. Bom... Uma ressaca desse tipo pode ser curada com uma nova viagem ou com uma reflexão e consequente identificação do que de positivo foi adquirido nesse tempo que você passou.

O retorno nunca pode ser visto sob a ótica negativa, pois a experiência passada já é privilegiada. Pouquíssimas pessoas tem essa oportunidade. Os lugares visitados, as pessoas com quem se relacionou e as situações que vivenciou são seus e de mais ninguém.

O enriquecer interno deve ser valorizado, pois é a maior riqueza que se pode levar.  A ressaca do retorno deve ser encarada apenas como uma readaptação a uma vida que, com certeza, não vai ser a mesma, porque você não é a mesma pessoa. É muito melhor!

Escrito por Tata Cunha